Praças abandonadas, insegurança e a falta de conservação
- Breno Mendonca

- 14 de out. de 2020
- 2 min de leitura
Aracaju é conhecida como umas das capitais que mais tem praças e parques públicos no país. Praças são importantes espaços da cidade e para que sejam cada vez mais utilizadas pela população, é necessário que a prefeitura promova manutenção constante em sua estrutura, equipamentos e áreas verdes - com roçagem, poda e planejamento.
“O gasto com a manutenção de praças e parques deve ser encarado pela gestão pública como um investimento essencial na qualidade de vida dos moradores e na segurança pública da cidade. Praças abandonadas afastam as pessoas do convívio social, aumentam a criminalidade e só servem para a proliferação de doenças”, afirma Breno Garibalde, arquiteto e urbanista e candidato a vereador por Aracaju.
Além de proporcionar um espaço de esporte, lazer e melhorar a qualidade de vida, as praças também são, em geral, responsáveis pelo aumento de áreas verdes e permeáveis nos centros urbanos, tornando a cidade um ambiente mais equilibrado e resiliente às alterações climáticas, como chuvas fortes e calor extremo.
O caso da Praça do ´Fim de Linha´

Localizada em um dos principais pontos do Bairro Augusto Franco, a Praça Major Edeltrudes se encontra atualmente em estado de deterioração. Mesmo atendendo a uma demanda extensa da cidade - além dos moradores do bairro, o local é próximo a universidades e ponto final para seis linhas de ônibus da capital - a praça tem problemas básicos como falta de iluminação pública, roçagem, degeneração dos equipamentos existentes, entre outros.
“Conhecida como Praça do Fim de Linha, esta é uma área estratégica para a cidade que além da falta de conservação sofre também com a falta de planejamento urbano e de mobilidade. Lá existe um alto fluxo de ônibus e uma mini-rodoviária ao redor, porém não possui medidas de acalmamento de tráfego capaz de evitar graves problemas para a região. Também não há desenho viário inclusivo e acessível aos pedestres e ciclistas que estão sem a continuidade natural da ciclovia da avenida Beira Mar. É um desrespeito este espaço tão pulsante de Aracaju se encontrar largado às moscas”, pontua Breno.

Com mais de 30 anos de história, o conjunto Augusto Franco é considerado um dos maiores complexos habitacionais do município de Aracaju. O local possui cerca de 70 mil habitantes e está na lista de lugares que mais se desenvolvem em eixos de índice populacional e economia de renda e geração de empregos na capital.
O bairro que faz parte da Zona Sul na capital conta com a presença de variados serviços, entre eles, lojas comerciais, bares, academias, escolas, biblioteca, supermercado, feira livre e mais, sendo grande parte deles nas proximidades da praça Major Edeltrudes.
De acordo com Adriana Bispo, moradora do bairro há mais de 30 anos, a praça passou por alguns reparos recentemente, mas por não se tratar de um investimento constante e de qualidade, em pouco tempo o local voltou a apresentar novos problemas sob as mesmas demandas.
“Além disso tudo, também temos problemas de higienização e limpeza, sem falar da iluminação que aparece quando quer, não é sempre que temos todas as luzes e que elas estão ligadas. Hoje a Praça é local para a marginalidade. O município precisa olhar por nós”, disse.








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