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Breno Garibalde repudia maus-tratos e pede investigação de mortes de gatos

  • Foto do escritor: Breno Mendonca
    Breno Mendonca
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura


O vereador Breno Garibalde utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Aracaju, na manhã desta quarta-feira, 12, para denunciar casos recentes de maus-tratos e morte de gatos na capital. Durante o pronunciamento, o parlamentar também repudiou qualquer tentativa de associar a crueldade contra animais às religiões de matriz africana e cobrou uma investigação rigorosa sobre os episódios.


Segundo o vereador, um gato foi encontrado esquartejado dentro de um alguidar, recipiente de barro utilizado em tradições de matriz africana, na Orla de Atalaia. Para Breno, a forma como o animal foi deixado em um espaço público e de grande visibilidade pode ter como objetivo provocar ou alimentar a intolerância religiosa.


“Na minha opinião, para incriminar as religiões de matriz africana, porque isso não é uma prática deles”, afirmou. O vereador destacou que não há justificativa para associar atos de crueldade contra animais a qualquer religião e defendeu que o caso seja esclarecido pelas autoridades.


Breno Garibalde solicitou a atuação da Delegacia de Proteção Animal (Depama) para acompanhar as investigações e identificar os responsáveis. “A gente precisa de investigação séria em relação a isso. É crime e precisa, sim, achar os culpados”, declarou.


O parlamentar também relatou outro caso recente, desta vez no bairro Aruana, envolvendo um gato que, segundo ele, era cuidado por protetoras e teria sido morto de forma cruel. Breno afirmou que os episódios de violência contra animais vêm ocorrendo de maneira recorrente na cidade, incluindo casos de atropelamentos intencionais. “É uma vida, a gente não pode achar isso normal, a gente não pode normalizar isso”, disse.


Durante o discurso, o vereador ainda citou a chamada Lei Nazaré Morais, aprovada pela Câmara de Aracaju, que prevê que responsáveis por crimes contra animais arquem com os custos do tratamento veterinário quando houver possibilidade de recuperação. Breno ressaltou, porém, que em casos de extrema violência os animais sequer chegam a ter a oportunidade de receber atendimento.


Ao encerrar o pronunciamento, o vereador reforçou o repúdio tanto aos maus-tratos contra animais quanto à intolerância religiosa. Ele defendeu que os casos sejam investigados de forma responsável, sem atribuição indevida de práticas criminosas a comunidades religiosas.


“Quero registrar aqui o meu repúdio contra qualquer tipo de intolerância religiosa que aconteça no nosso estado e também para que a gente possa combater os maus-tratos aos animais”, concluiu.

Texto: Nayana Araujo

Foto: Luanna Pinheiro 

 
 
 

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