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Breno Garibalde: “O desenvolvimento precisa estar alinhado com o meio ambiente”

  • Foto do escritor: Breno Mendonca
    Breno Mendonca
  • 9 de abr.
  • 2 min de leitura

Durante pronunciamento no plenário da Câmara de Aracaju, nesta quinta-feira, 17, o vereador Breno Garibalde fez críticas à forma como vem sendo conduzida a obra de macrodrenagem na Zona de Expansão da capital. O parlamentar relatou sua participação em uma audiência pública realizada na região e destacou a insatisfação unânime da comunidade com a execução do projeto.


Segundo Breno, a obra de grande porte, viabilizada por meio de empréstimo aprovado na legislatura passada, teve início de maneira “atropelada”, sem o devido diálogo com os moradores da área. “Pela primeira vez estive em uma audiência pública em que todas as pessoas presentes discordavam da forma como a obra está sendo executada”, afirmou.


O vereador também alertou para a ausência de um licenciamento ambiental mais amplo e para a falta de fiscalização de outros órgãos competentes. De acordo com ele, a intervenção foi autorizada apenas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), sem licença da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), apesar dos impactos diretos sobre o Rio Vaza-Barris.


Para o parlamentar, é inaceitável a construção de uma estação de tratamento de esgoto dentro de área de manguezal. Durante a fala, o parlamentar ressaltou a preocupação da comunidade ribeirinha, especialmente de marisqueiras e pescadores, que já relatam diminuição na quantidade de peixes e mariscos.


 Ele também mencionou o temor de prejuízos ao turismo e de contaminação do rio, considerado um dos poucos ainda preservados na capital. “Sabemos o que aconteceu com o Rio Sergipe e o Rio Poxim por conta das ligações irregulares de esgoto. O Rio Vaza-Barris corre o risco de sofrer o mesmo dano”, alertou.


Breno Garibalde informou ainda que seu mandato se colocou à disposição da população para levar o caso ao Ministério Público Federal. Segundo ele, a obra tem sido apresentada como um projeto de desenvolvimento sustentável, mas, na prática, estaria voltada à especulação imobiliária.


O vereador também fez críticas ao descumprimento do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) do município, que, apesar de defasado, não estaria sendo respeitado. Ao final, cobrou a revisão do PDDU e alertou para o risco de novo adiamento do processo, tendo em vista o calendário eleitoral do próximo ano.


“É necessário que o desenvolvimento aconteça, mas de forma alinhada com o meio ambiente e ouvindo quem vive no território. Vamos avançar nessa demanda junto ao Ministério Público Federal para garantir que a população seja, de fato, ouvida”, concluiu.


Texto: Nayana Araujo Foto: Luana Pinheiro

 
 
 

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